quinta-feira, 13 de junho de 2024

Sociedade dos conceitos equivocados

                                   



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                    Sociedade dos conceitos equivocados

A gente ouve pessoas dizendo que estamos em uma época em que as pesquisas a respeito de novos medicamentos para as doenças estão cada vez mais profícuas, podendo assim, ajudar a muitos. Tal pensar nos enche de orgulho e esperança de que, a despeito de qualquer enfermidade, podemos ter uma sobrevida significativa.

Mas então lemos Byung-Chul Han, um filósofo coreano, que nos brinca com um pensar bem interessante. Ele nos eleva a uma ponderação um pouco mais arguta. Assim, o que podemos ver como uma vantagem, pode significar uma tragédia.

Então, pensando nas pesquisas na área da medicina, mais especificamente da ordem medicamentosa, entendemos que estamos inseridos em uma sociedade doente, pois do contrário, não necessitaríamos estar ampliando pesquisas neste setor e, muito menos criando novas medicações para os mesmos problemas de saúde. Para não dizer de outros problemas que vez ou outra surgem!

Isso precisa se tornar um alerta para nós. Quantas outras vantagens acreditamos estar tendo quando na verdade são apenas um sintoma de uma sociedade que caminha para o caos.

Estamos aceitando verdades que são mentiras. Isso faz com que nos aproximemos do que não é correto e, nos afastemos daquilo que é realmente bom para nós.

E do que estamos falando? Do exercício físico, das relações saudáveis com o outro, da alimentação mais natural, da exposição à luz solar, do beber água em abundância e da confiança em Deus.

Parece que nos tornamos onipotentes, que encontramos a solução para tudo e, o que mais me preocupa é onde isso tudo vai nos levar.

Que voltemos a ser seres pensantes para não sermos assaltados por conceitos equivocados.

Um fortíssimo abraço para você!

segunda-feira, 10 de junho de 2024

As Trapeiras promovem grande mostra de cenas teatrais com participação de 40 mulheres da Zona Leste

No dia 06 de julho de 2024 (sábado), 15h, com entrada gratuita, o Coletivo As Trapeiras (@astrapeiras) promove uma grande mostra de cenas teatrais no CEU Barro Branco, que fica na Rua Salvador Vigano, 100, na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (SP).

Foto de Ivy Mari Mikami


Neste dia, estarão reunidas cerca de 40 frequentadoras de três espaços de Serviços de Atendimento à Mulher da Zona Leste: Casa Anastácia (na Cidade Tiradentes), Casa Zizi (na Vila Ema) e Casa Viviane dos Santos (em Guaianazes), para apresentar cenas de teatro que inspiram reflexões sobre o que é ser mulher na sociedade contemporânea e sobre a importância de exaltar a potência feminina.


Em cena, mulheres que atualmente participam da oficina “Teatro-Fórum: Reinventando o que é ser mulher”, realizada pelo coletivo As Trapeiras desde o mês de março nesses três espaços, trazem para o palco um pouco do que viveram neste processo de compartilhamento de memórias e autoconhecimento, reconhecendo o percurso de suas histórias e lançando um olhar para o seu próprio poder de criação, participação e a possibilidade de atuar de maneira potencializadora, gerando transformações no cotidiano.


A mostra teatral promove uma integração dessas mulheres com o público, inspirando cada pessoa a encontrar ferramentas de fortalecimento da auto-estima no dia-a-dia, revisitando o passado, percebendo e sensibilizando o presente, para transformar o futuro.


“As oficinas de teatro-fórum têm por objetivo conduzir as mulheres por um percurso que amplie os imaginários para que elas realizem suas próprias criações. Essa mostra é a oportunidade delas compartilharem todo esse processo com o público, inspirando a si mesmas e outras mulheres”, comentam As Trapeiras


As oficinas são baseadas na construção e apresentação de cenas ou peças de Teatro-Fórum protagonizadas pelas participantes, refletindo sobre o que é ser mulher e como reinventar sua própria história. A metodologia utilizada é uma das técnicas teatrais sistematizadas por Augusto Boal, que tem como objetivo promover a participação do público no desenvolvimento de estratégias para transformar a questão social apresentada nas montagens.

 

“Reinventar o que significa ser mulher é um processo poderoso e transformador, que envolve questionar expectativas sociais, abraçar a diversidade de experiências femininas e fortalecer as mulheres cis e trans a tomarem o controle de suas próprias narrativas. Reinventar o que é ser mulher é um ato de autonomia, auto expressão e resistência”, comentam As Trapeiras


As ações fazem parte do projeto “Teatro-Fórum: Reinventando o que é ser mulher”, contemplado no Edital Modalidade 2 - 20ª edição do Programa VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. As ações são concentradas na Zona Leste de São Paulo, região marcada por um dos maiores índices de casos de violência doméstica registrados no Estado. 


Sobre As Trapeiras

O coletivo As Trapeiras foi fundado em 2015 por Sabrina Motta e Ivy Mari Mikami. Já contou com as artistas Patrícia Silva, Marina Afarez, Cecília Botoli, e atualmente é integrado pelas artistas plurais Amabile Inaê, Ivy Mari Mikami e Verónica Gálvez Collado, que tem como propósito provocar reflexões que potencializam a sociedade, trazendo à tona temas urgentes, porém difíceis de se abordar, que através da Arte-Educação são acolhidos com sensibilidade e profissionalismo.


Em 2015, inicia sua trajetória com a contação de histórias “Por preço de autoridade ou Autoridade por ocasião”; “Vasalisa” e “Jurema, filha de mãe África”. E, através do ProAc Primeiras Obras, realizam a montagem e circulação do espetáculo “Tramarias” (1ª edição), que totalizou 63 apresentações até 2018


Em 2019, o coletivo remonta o espetáculo, agora como Teatro-Fórum e intitulado: “Tramarias: Libertando-se das Tramas”. Contemplado pelo Programa de Valorização a Iniciativas Culturais - VAI modalidade 2, o grupo realizou em 2021 o projeto "Fortalecendo Mulheres", que, em razão da pandemia da COVID-19, promoveu oficinas e espetáculos online, além de reinaugurar a "Lojinha d'As Trapeiras". 


Em 2022, em parceria com o Instituto Mundo Aflora, As Trapeiras realizaram as oficinas "Fortalecendo-se no Cotidiano" na Fundação Casa. Em 2022 e 2023 circulam pelas Bibliotecas Municipais de São Paulo com a peça “Tramaria Libertando-se das Tramas”. E em Agosto de 2023, no mês de comemoração da Lei Maria da Penha, se apresentaram nas Fábricas de Cultura do Estado de São Paulo. Dessa forma, o espetáculo soma mais de 100 apresentações presenciais e online.


Informações: Instagram: @astrapeiras / Facebook: www.facebook.com/astrapeiras 


Serviço: OficinasTeatro-Fórum: Reinventando o que é ser mulher

Com Coletivo As Trapeiras

Sinopse: Através de oficinas de teatro, o coletivo As Trapeiras promove um encontro entre mulheres diversas da Zona Leste para compartilhar experiências, estimular a criatividade e produzir novas memórias afetivas com uma forma de fortalecer a auto estima de cada uma delas.

Duração: 120 minutos

Grátis - Classificação: a partir de 10 anos de idade

Capacidade: 276 lugares

Acessibilidade: Não possui


Quando: 06 de julho de 2024 (sábado) - Horário: 15h

Onde: CEU Barro Branco, que fica na Rua Salvador Vigano 100 - São Paulo - SP


quarta-feira, 5 de junho de 2024

Assédio moral

                                



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                         Assédio moral

Muito se tem falado em assédio moral. Quando penso em assédio, logo me vem a mente a questão da conexão com o outro.

Conexões humanas não é algo que posso escolher. É uma necessidade. Sem interação o ser humano não tem a mínima possibilidade de ter uma vida equilibrada, pois é na interpessoalidade que crescemos, criamos nossa identidade, nos formamos.

Também, assédio me lembra de ações que não são valorativas, que não constroem relações saudáveis. Dentro deste escopo, lembro de mim e de cada um de nós que, quantas vezes fomos, estamos sendo ou podemos ser abusadores, por meio de nossas palavras e ações.

Me faz pensar em uma sociedade que não entende o valor do outro, porque nem mesmo se valoriza. Estamos sempre buscando caminhos para lidar com as adversidades que são fáceis demais para a construção de um ser capaz de viver plenamente.

Temos medo de enfrentar a dor, por isso nos entupimos de remédios. Temos horror de pensar que a idade está chegando, porque não paramos para pensar nos inúmeros ganhos que podemos adquirir com ela. Nos atemos somente nas perdas, no cansaço, no isolamento, como se não pudessem ser trabalhados para melhor vivenciá-los. Não imaginamos que em todas as fases existem perdas e ganhos e está tudo bem, porque a vida é assim. Simples assim!

Assédio me lembra de experiências de amor que são solapadas pela ignorância de um viver sem elaboração. Se lidar com o outro é um grande desafio para mim, preciso entender o porquê desta dificuldade, pois estarei impedindo a mim mesmo de vivenciar situações extremamente prazerosas, que dão colorido a vida e que nos faz sentir regozijantes.

Assédio moral me faz entender que posso vigiar minhas palavras e atos para que não sejam usadas para o mal, porque como diz Lacan, posso ter controle com o que falo e de como eu falo, mas não posso controlar a forma como o outro ouve.

Sendo assim, preciso ser cauteloso, por amor a mim mesmo e, consequentemente, por carinho ao outro que me completa.

Um fortíssimo abraço para você!

Um mundo regulado

                                        SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                      UM MUNDO REGU...