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quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Bandas Municipal e do 36ºBIMec celebram aniversário de Uberlândia no Teatro Municipal

  Bandas Municipal e do 36ºBIMec celebram aniversário de Uberlândia no Teatro Municipal 


Repertório especial para a Noite de Gala emocionou plateia nesta terça-feira (30)


 Fotos: Cleiton Borges – Secretaria Municipal de Governo e Comunicação/PMU


Com mais de 80 músicos no palco do Teatro Municipal, a Prefeitura deu andamento às celebrações dos 134 anos de Uberlândia na noite desta terça-feira (30) – véspera do aniversário da cidade. O evento ‘Noite de Gala’ trouxe um concerto gratuito da Banda Municipal e o 36º Batalhão de Infantaria Mecanizado (36ºBIMec).


A apresentação foi prestigiada por uma plateia cheia. A fusão de talentos no palco garantiu repertório especial, com trilhas consagradas de Hollywood; uma coletânea de Michael Jackson; música espanhola; e a brasilidade do Baião e Maracatu. Para o diretor da Banda Municipal, Nethynho Danilo, a emoção regeu a noite. 

“É um momento muito marcante voltar ao Teatro Municipal juntamente com outra banda, sobretudo depois de um período longo de pausa devido à pandemia. É um concerto único e variado que se faz especial. Tocamos na inauguração do Teatro, e agora estamos no mesmo palco, mas celebrando o aniversário de Uberlândia”, afirmou o diretor da Banda Municipal.

A publicitária Nayara Lima já acompanhou outras apresentações da Banda Municipal, mas destaca a grandeza do evento. 

"É muito bacana ver uma apresentação musical desse porte com tantos músicos excepcionais. É muito gratificante por ser no aniversário da cidade, e é interessante prestigiar pois não é toda cidade que tem uma banda desse porte. Vale muito a pena acompanhar", disse. 


 Fotos: Cleiton Borges – Secretaria Municipal de Governo e Comunicação/PMU



Dueto 

À frente da Banda do 36º BIMec, o regente 2º Tenente Joelcimario Carneiro da Silva destaca que a parceria entre os grupos é, também, uma celebração do talento dos músicos do município.  “A música chega a todos e homenagear Uberlândia no Teatro Municipal é uma oportunidade de valorizarmos a música ainda mais, mostrando o trabalho do Exército na área da música e congratulando músicos militares e civis nessa troca para saudarmos o público”, pontuou. 

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Apresentações culturais marcam aniversário de 134 anos de Uberlândia

    Apresentações culturais marcam aniversário de 134 anos de Uberlândia


Feriado começa com a tradicional Mattinata da Banda Municipal percorrendo as vias centrais da cidade


Divulgação


Para celebrar o aniversário de 134 anos de Uberlândiaa Secretaria Municipal de Cultura e Turismo programou um dia especial para a população do município. Nesta quarta-feira (31), a tradicional Mattinata da Banda Municipal vai percorrer a região central da cidade, levando canções selecionadas e muita emoção. Já na área externa do Teatro Municipal, haverá diversas apresentações culturais, confira abaixo.


Quarta-feira (31)

A partir das 8h: Mattinata Banda Municipal – área central de Uberlândia

Das 15h às 00h: Apresentações culturais na área externa do Teatro Municipal.  Veja as atrações:

 

- Dança
Estúdio Flamenco Veruska Mendes
Cia de Dança Nana Gonzaga
Casa It Jhonatan Machado
Catira Raízes do Sertão

- Cultura Popular
Balaio de Chita
Grupo de Capoeira Ona-rerê
Quadrilha Fala uai

- Música
Orquestra Sesc de viola
Murilo Cortez
Amanda Cabral
Banda Venosa
Sudário
Baterias das escolas de samba da cidade (Garras de Águia/ Acadêmicos do Samba/ Unidos do Chatão)

- Teatro:
Balaio do Cerrado
Cia Cartas

- Artes Visuais:
Intervenção de Graffiti ao vivo

- Recreação:
Circo da Vida

- Exposição:
Encontro de motos e Motoclubes

 

- Gastronomia:

Food Trucks com comidas, bebidas, cafés e sobremesas

   

 


segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Uberlândia 134 anos: trilhos para a prosperidade

     Uberlândia 134 anos: trilhos para a prosperidade


Estradas de ferro e outras modernidades formaram o alicerce para receber as riquezas do país


Primeira estação da Mogiana em Uberlândia - Arquivo Público da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo



Muitas das conquistas de Uberlândia vêm de um trabalho intenso e de um empenho comunitário realizado desde sua criação. Em outras palavras, o município sempre se esforçou para ser moderno e desenvolvido, por isso as elites locais do município se organizavam e pensavam em maneiras de tornar a cidade importante nos mais diversos setores.

Por isso, entre o fim do século 19 e início do século 20, as ferrovias no Brasil eram sinônimo de modernidade. Por meio delas, foi realizado um extenso escoamento agrícola, em especial do café, saindo do interior em direção ao litoral. Por esse motivo, as cidades que tinham os trilhos perpassando por seu entorno, ou mesmo dentro de seus limites, eram privilegiadas com a riqueza e tráfego de pessoas.

Em 1888, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro do munícipio de Campinas, no interior de São Paulo, estava desenvolvendo um plano de ligação de São Paulo com Goiás, passando por Minas Gerais, chamada de “Linha do Catalão”. O nome se deve ao fato de a linha ter a pretensão de ser finalizada na cidade de mesmo nome do interior goiano.


Estratégia política

A linha atendia as cidades de Sacramento, Conquista e Uberaba e tinha planos de passar por mais uma cidade mineira antes de chegar até Goiás. “A história conta que a estação da Mogiana, inicialmente, não viria para Uberlândia, nem estava cogitado de ela passar por aqui. A ideia de alcançar o estado de Goiás era passar por uma dessas cidades: Nova Ponte, Estrela do Sul, Miraporanga ou Monte Alegre”, explica Valéria Maria Queiroz Cavalcante Lopes, diretora de Memória e Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Foi por meio da percepção do coronel José Teófilo Carneiro, filho de dona Francisca Alves Rabelo, viúva de João Pereira da Rocha, o primeiro a fixar residência nesta região, que Uberlândia entrou para a lista de possíveis municípios a serem considerados para receber os trilhos da Mogiana. O coronel Carneiro, que era membro da Guarda Nacional, que naquele período correspondia a um cargo de chefe político, ao saber da ampliação dos trilhos para outra cidade mineira, apressou-se e viajou até Campinas com um rascunho, que ele mesmo desenhou, mostrando a disposição do caminho do trem passando por Uberlândia, com o intuito de convencer os responsáveis pela Mogiana a trazerem o ícone da modernidade para o município.

Um engenheiro da Mogiana foi enviado, até a então Uberabinha, e avaliou a área para a possível construção da ferrovia. De acordo com documentos do Arquivo Público Municipal, após a análise do profissional, a Companhia definiu que a cidade receberia os trilhos da Mogiana. Além disso, o mesmo engenheiro foi contratado pelas elites locais para desenhar a planta de uma cidade nova considerando a importância da ferrovia.

Baseado na posição dos trilhos, o atual bairro Fundinho, que até então compreendia todo o Arraial, ficou conhecido como “cidade velha” e toda a extensão entre o Jardim Público, hoje Praça Clarimundo Carneiro, até a estação de trem se transforma na “cidade nova”. O engenheiro, então, desenhou seis largas avenidas que ligavam a cidade velha até a estação, que hoje correspondem à Cipryano Del Fávero, João Pinheiro, Afonso Pena, Floriano Peixoto, Cesário Alvim e João Pessoa.


Planta mostra os trilhos da Mogiana e as avenidas que até ela se destinavam - Arquivo Público da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo

Avenida Afonso Pena e João Pinheiro atualmente – Secretaria de Governo e Comunicação


“Ter a Mogiana em nossas terras significava que o maior ícone de modernidade em transportes estava aqui. Para se ter uma ideia, a importância da ferrovia era tanta, que o crescimento de Uberlândia passou a ser estrategicamente guiado para o rumo dos trilhos, de forma que a cidade ficasse próxima do trem, com o intuito de facilitar a chegada e saída de passageiros.


O tripé definitivo do progresso

Entretanto, de acordo com a diretora de Memória e Patrimônio Histórico, apesar do incontestável valor da Mogiana, tanto no transporte de pessoas como no itinerário de mercadorias, ela não era capaz de sozinha, fazer a cidade crescer em larga escala.

Por esse motivo, Fernando Vilela, vindo de Ituiutaba, montou a Companhia Mineira de Auto Viação Intermunicipal em 1912. Ele ousadamente criou a atual BR-365, primeira estrada de veículos automotivos do Brasil, que ligava o estado de Goiás diretamente com a estação da Mogiana de Uberabinha, utilizando a ponte Afonso Pena, sobre o rio Paranaíba, para atravessar os estados, sem necessitar de utilizar as balsas que atrasavam o percurso. “Esse tripé: ferrovia, estradas e a ponte Afonso Pena, fez um funil para que a riqueza de Goiás e Mato Grosso passassem por aqui”, afirma.

Por meio das estratégias e a vontade de ser grande e moderno, dessas pessoas que ainda hoje são homenageadas nos nomes das ruas e praças de Uberlândia, que o município teve a oportunidade de se desenvolver desenfreadamente. “Uberlândia sempre teve pessoas importantes em postos chaves do governo federal e estadual, por isso existia uma gerência política forte de concretizar no município projetos relevantes que transformaram esta cidade na maior da região”, afirma Valéria Queiroz.

Já na década de 1970, a estação da Mogiana teve sua localização alterada, seus trilhos se dirigiram para uma área até então descampada com intuito de apenas levar cargas, deixando o transporte de pessoas a cargo dos modernos automóveis. Atualmente, o local corresponde ao terminal central do município.

As informações que constam no texto foram retiradas do livro “Uberlândia: histórias por entre trilhas, trilhos e outros caminhos”, disponível na Biblioteca Municipal, documentos do Arquivo Público Municipal e entrevista com a Diretora de Memória e Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

 


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Uberlândia 134 anos: passado e presente da capital do Triângulo Mineiro

   Uberlândia 134 anos: passado e presente da capital do Triângulo Mineiro


Primeiro texto da série comemorativa conta sobre criação do município e planos de desenvolvimento do então distrito


Foto: Secretaria de Governo e Comunicação/PMU


Em comemoração ao aniversário de 134 anos de Uberlândia, que será celebrado no dia 31 de agosto, a Prefeitura de Uberlândia, por meio das secretarias municipais de Governo e Comunicação e Cultura e Turismo, preparou uma série especial de textos com curiosidades históricas da cidade a serem disponibilizados semanalmente ao longo do mês.

Este é o primeiro da série, e contará um pouco da história da criação do município, seus pioneiros, estratégias e planos para desenvolver o então distrito. Além da conservação e preservação das primeiras estruturas que transformaram uma porção de terra inexplorada na melhor cidade do estado.

As informações que constam no texto foram retiradas do livro “Uberlândia: histórias por entre trilhas, trilhos e outros caminhos”, disponível na Biblioteca Municipal, documentos do Arquivo Público Municipal e entrevista com a Diretora de Memória e Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.


Reprodução da 1ª Planta completa de Uberabinha 1898 – a planta original está no Arquivo Público da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo


O princípio de São Pedro de Uberabinha

Quem vê a modernidade de Uberlândia, seu forte desenvolvimento industrial, edificações majestosas, larga extensão comercial, opções e variedade cultural, não imagina que este cenário foi desenvolvido cadenciadamente desde sua criação. Isso porque os planos progressistas da cidade mineira têm origem já desde as distribuições das sesmarias.

Com intuito de povoar o interior das terras brasileiras, um plano de cessão de grandes extensões de áreas foi realizado pela coroa portuguesa. Um dos beneficiados por essa repartição de terras virgens foi João Pereira da Rocha, que se instalou na fazenda São Francisco em 1818, o primeiro entrante a fixar residência nesta região, juntamente com seus escravos e familiares.

Já em 1835, um quarteto vindo de Santana do Jacaré, região do sul de Minas Gerais, resolveu se fixar nas novas terras, eram os irmãos Carrejo: Luiz, Francisco, Antônio e Felisberto. O pioneiro João Pereira da Rocha vendeu parte de suas terras para esta fraternidade que deu origem, respectivamente, às fazendas que perduram na zona rural do município até hoje: Olhos D’Água, Lage, Marimbondo e Tenda.


Fotos: Arquivo Municipal / Secretaria Municipal de Governo e Comunicação / PMU



Estratégias para o progresso

Posteriormente, com a morte de João, sua esposa Francisca Alves Rabelo negociou a venda de parte de suas terras para Felisberto que as doou, em 1846, para a Igreja com o intuito de construir uma capela no local. Mas por que Felisberto não doou uma das terras que já possuía para o clero?

“Orientados por Felisberto, os moradores pediram ao Bispado a permissão para a construção de uma Capela Curada, a ser dedicada à Nossa Senhora do Carmo. Ela foi idealizada em 1846 e construída em adobe e barro, nas proximidades de uma estrada conhecida naqueles anos como Estrada Salineira, atualmente Rua José Ayube”, explica Valéria Maria Queiroz Cavalcante Lopes, Diretora de Memória e Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. “Esta comunidade estava se formando no interior do Sertão da Farinha Podre, dessa forma, faz sentido pensar que desejaram estabelecer o Arraial às margens de um caminho conhecido no século XIX”, continua Valéria.

Além disso, de acordo com a diretora, a criação de uma capela com pessoas se instalando ao redor produz o início de uma organização social que pode, com o tempo, ser considerada uma cidade. Por isso, Felisberto viu a necessidade de construir uma capela estrategicamente localizada perto da Estrada Salineira. “Esse deve ter sido o raciocínio do Felisberto, pois aqui passava boiada. Além disso, ele teve uma visão comercial, já que era ferreiro, ou seja, se instalar na margem da estrada para ele é a mesma coisa de hoje em dia construir uma borracharia em uma rodovia. Naquela época todo mundo precisava de um ferreiro para cuidar dos animais utilizados como meio de transporte”, explica.

A capela dedicada à Nossa Senhora do Carmo que centralizava o burgo teve em sua proximidade a construção de um cemitério conhecido como Campo Santo. Ao longo da história de Uberlândia, esses dois locais, que deram origem à primeira organização social do município, foram se transformando consecutivamente em edificações de grande valor urbano e social.

Pouco tempo depois da criação da capela, em 1861, ela se tornou matriz, em termos práticos, a ampliação da igreja simboliza uma evolução de classe que altera o que o burgo pode fazer em nível de organização social.


Fotos: Arquivo Municipal / Secretaria Municipal de Governo e Comunicação / PMU


Memória e Contemporaneidade

A extensão de terra que compreendia o pequeno distrito ficava entre os córregos Das Galinhas e São Pedro e vinha do rio Uberabinha. Atualmente, o Córrego São Pedro é a principal avenida da cidade, Rondon Pacheco, que passa por dez bairros do município. A via tem prédios comerciais e residenciais e é conhecida como o Corredor Gastronômico de Uberlândia por sua grande variedade no ramo alimentício.

Já o Córrego das Galinhas se tornou a avenida Getúlio Vargas, que embora seja menor em extensão do que a Rondon Pacheco, também compreende dez bairros da cidade, das regiões central, oeste e sul. A avenida Getúlio Vargas é marcada por uma extensa arborização e presença de diversos centros de saúde, além de abrigar o tradicional Mercado Municipal.

Já a Matriz Nossa Senhora do Carmo foi berço das principais atividades religiosas da cidade por 80 anos, quando foi demolida e deu lugar à primeira estação rodoviária da cidade. Na década de 1970, o espaço novamente se transformou e se tornou a Biblioteca Pública Municipal.

Em 1898, o cemitério Campo Santo foi desativado e deu espaço, dez anos depois, a Praça da Liberdade, adjetivo que caracterizava o momento político de sua construção: a Proclamação da República, além disso, o espaço abrigou a Câmara Municipal e um coreto. Atualmente, a praça se chama Clarimundo Carneiro, em homenagem a um importante empresário local, e o prédio da Câmara se tornou o Museu Municipal.

Para conservar a própria história do edifício, o Museu Municipal ainda tem um espaço com antigos adereços da Câmara Municipal na exposição “Câmara Municipal: fragmentos da história”. Além disso, uma de suas salas abriga a exposição “Nossas Raízes”, contendo uma maquete desta primeira Uberlândia, retratada no mapa acima, de 1898. Nela é possível visualizar a Matriz Nossa Senhora do Carmo com suas duas imponentes torres e o início de um distrito, ainda bastante ruralizado, com casas simples de adobe rodeadas pela terra vermelha e pequenas plantações de subsistência.

A localização do Museu Municipal e suas exposições são simbólicas, visto que sob a história preservada nas salas de visitação, guardam a memória daqueles primeiros sujeitos que viveram e construíram o município através da realidade retratada nas exposições.


Foto: Secretaria Municipal de Governo e Comunicação / PMU



Um mundo regulado

                                        SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                      UM MUNDO REGU...