Mostrando postagens com marcador Psicanálise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicanálise. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Um mundo regulado

                                      Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                    UM MUNDO REGULADO

Já pensou se todos: professores, pais, amigos, advogados, médicos, crianças, adolescentes, idosos tivessem aprendido habilidades emocionais e, onde em todos os lugares tivessem programas de preparo emocional, todos contribuindo para a valorização da inteligência emocional, como seria o mundo?

Com certeza haveria menos reatividade, racismo, preconceitos de toda ordem, menos estigma e pouco julgamento, menos autoengano, autossabotagem e, o que poderia ser mais importante: os sentimentos seriam vistos como pontos fortes e nunca como fraqueza. E o gran finale, as pessoas poderiam ser aquilo que elas acreditam que devem ser, ou seja, mais autênticas.

Marc Brackett (2021) relata ter feito uma pergunta como a que fiz inicialmente para um grupo de pessoas e foi a resposta de uma criança que mais o chamou a atenção: “Haveria paz mundial!”

A resposta nos faz indagar e, consequentemente ponderar de um desejo que não é somente infantil.

Muitas situações ruins de toda ordem estão acontecendo o tempo todo no nosso planeta. A busca por uma inteligência emocional mais treinada, com certeza, contribuirá para que haja uma possível minimização de tantos males existentes.

Neste sentido, cabe a cada um de nós buscar um compromisso consigo mesmo, na busca de desenvolvermos habilidades emocionais capazes de fazer com que nossa existência aqui tenha mais sentido.

Com habilidades emocionais, criaremos um mundo mais inclusivo, misericordioso e cheio de criatividade. E sendo assim, o sucesso em tudo virá acompanhado do bem-estar e do repartir.

Mas precisamos entender que desenvolver habilidades emocionais não é ler incansavelmente livros sobre o tema e nem participar de palestras e seminários, apesar de entender que tudo isso pode contribuir. Desenvolver habilidades emocionais precisa ser entendido como um modo de vida. É reconhecer o que sentimos e o que o outro ao meu redor sente também. Isso cria conexão e nos doa qualidade de vida.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Emoções no lar

                                  Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                                   EMOÇÕES NO LAR

Não podemos esquecer que permissão para sentir nos fortalece em todos os sentidos. Mas, e quando é no lar? Parece uma pergunta despropositada, mas, muitas vezes, é no seio do lar que não encontramos espaço para sermos o que somos ou sentirmos o que a gente sente, ou deseja transfigurar. Ou até, é em casa mesmo que não buscamos ter o mínimo de controle possível sobre nossas emoções, ferindo e magoando aqueles que mais amamos. Precisamos entender o porquê disso!

Outra verdade que não podemos esquecer jamais é que ensinamos nossos filhos pelo exemplo, ou seja, é expressando nossas emoções que iremos dar permissão para que eles também ajam assim.

Segundo Marc Brackett (2021, p. 182) “pesquisadores da família, como John Gottman, e psicólogos do desenvolvimento, como Amy Halberstadt, mostraram que pais que valorizam as emoções tendem a estar atentos aos sentimentos dos filhos e são capazes de agir como treinadores”.

Isso quer dizer que não existe nestes pais o desejo de punição quando os filhos demonstram raiva ou tristeza, pois conseguem ver aí, uma manifestação natural e essencial para qualquer desenvolvimento humano.

Em um outro estudo citado pelo doutor Brackett, mostrou que mães que usavam uma linguagem apropriada, sofisticada para falar de suas emoções, tinham filhos que conseguiam regular melhor as próprias emoções.

Todos esses ditos nos revelam que família é um lugar que deve ser encontrada a paz. E esta paz pode começar quando nos esforçamos para entender o que cada um sente, respeitando cada manifestação, estando perto, acolhendo e sendo o melhor que podemos ser.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

domingo, 5 de julho de 2026

Regulação da emoção

                                   Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                        REGULAÇÃO DA EMOÇÃO

O que vamos fazer com o que estamos sentindo? Esta pergunta é um bom começo para quem quer regular suas emoções. Uma pergunta fácil de responder? Lógico que não, porque lida com uma ação extremamente complexa.

Desafiadora porque tem a ver com o pretérito da vida. Como regulavam nossas emoções quando éramos bebês? Além disso, tem o fato de que cada encontro com outrens, fomos influenciados pelo que as pessoas estavam sentindo e vice-versa.

Sendo assim, se fomos emocionalmente negligenciados em qualquer fase da vida, entendemos que tivemos e que dar conta das dificuldades emocionais por conta própria, que estamos à mercê de nossas demandas afetivas, o que pode não ter sido muito saudável, dificultando uma ação efetiva em busca da regulação.

Mas, independentemente das dificuldades ou não do passado, existe uma verdade que precisamos internalizar: regulação não é sinônimo de não sentir. Nem o controle rígido do que sentimos. E é importante atentarmos para o fato de que devemos assumir o que sentimos. É essa permissão que a regulação nos proporciona. Talvez seja o primeiro passo.

Os próximos passos consistem em buscar estratégias para alcançar a regulação emocional. Um desses passos é a respiração consciente, que ajuda a acalmar o corpo e a mente. Outro passo é a estratégia de antecipação, em que se percebemos que vamos adentrar em alguma discussão ou ambiente que nos trará algum estresse, já antecipamos meios para que alguma emoção indesejada seja, pelo menos, minimizada em seus efeitos.

A estratégia de desvio da atenção é bem interessante também. Moderar o impacto da emoção desviando sua atenção do que está nos incomodando pode ser bastante eficaz.

Talvez a mais relevante delas seja a estratégia de reenquadramento cognitivo. Por exemplo: estou vivenciando um momento estressante e busco vê-la por outro ângulo, mudando a percepção da mesma, no afã de dominá-la.

Evidentemente que existem muitos outros meios que podem nos ajudar a regular nossas emoções e, várias delas já relatamos em outras conversas psicanalíticas. Mas achamos por bem trazê-las novamente: estar com as pessoas que amamos, atividade física, sono satisfatório e uma alimentação balanceada.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!


Um mundo regulado

                                        SA Ú DE TOTAL CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA                      UM MUNDO REGU...